A PARÁBOLA DE JOTÃO –
A ESCOLHA DA AUTORIDADE
Leitura: Juízes
Capítulo 9: 8 a 15
Nossas escolhas determinam o
nosso futuro. A questão de escolhas sempre foi e será um fator determinante
para alcançarmos fracassos ou sucessos em nossas vidas.
Nossa formação, nossa
educação, o lar que vivemos, o lar que compartilhamos, as pessoas com as quais nos envolvemos, nosso casamento,
nosso emprego, nossa empresa, a formação e educação de nossos filhos, as
escolas que escolhemos para que eles estudem, a formação intelectual de nossos
filhos, o ensino da Palavra de Deus para eles, representam escolhas.
Provérbios 22:6 “Ensina a
criança no caminho em que devem andar, e, ainda quando for velho, não se
desviará dele.”
O texto que lemos se passou na
época em que os Juízes governavam Israel. Na parábola de Jotão, as árvores
representavam os 70 filhos de Gideão e o espinheiro fazia o papel de
Abimeleque, filho de Gideão com uma
concubina. Este homem na ânsia pelo poder, matou os 69 meio-irmãos, para
comandar Israel, sobrando apenas Jotão.
Jotão contou a história das
árvores no intuito de ajudar as pessoas de Israel a estabelecerem suas
prioridades. Ele não queria que as pessoas escolhessem um líder sem caráter.
Ao estarmos na Igreja, devemos examinar nossos motivos, porque os
nossos objetivos controlam nossas ações. A intensidade do controle está diretamente
relacionada a importância de nossos objetivos, relacionada com a nossa escolha.
Irmãos, em toda nossa vida
vamos viver debaixo de autoridade. Quando nós tratamos das coisas de Deus, dos
negócios de nosso Deus, lembramos que estamos debaixo do senhorio de Jesus
Cristo, da autoridade máxima da Igreja. A quem vamos escolher para reinar sobre
nos? A oliveira, a figueira e a videira, ou o espinheiro?
A oliveira produz o óleo de
azeite, usado para ungir reis e sacerdotes, e era também usado para ser queimado
no santuário. Era usado também na alimentação e preparo do pão. A figueira, o seu fruto era usado como
alimentação, suas folhas como remédio. A videira extraia o vinho, empregado nas
festas, na alimentação. Mas todas estas árvores nos remetem na pessoa de Jesus;
quer dizer, todas eram boas, davam abrigo.
E o espinheiro? Você já viu
espinheiro dar sombra, dar abrigo? O espinheiro nada produz de valor, ele
ameaça a lavoura, afoga as plantas novas.
Muitos hoje não aceitam a
autoridade constituída por Deus, preferem se esconder debaixo do espinheiro. Debaixo do espinheiro
fatalmente vão morrer espiritualmente.
Qual a tua escolha referente
ao teu abrigo?
Aquilo que colocamos em nossa mente determina o que falamos e fazemos.
Os nossos pensamentos estão de acordo com a Palavra de Deus? O que nosso abrigo
favorece? Quais são as nossa armas espirituais?
O Apóstolo Paulo afirma em II
Coríntios 10; 4 a 6 – “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim
poderosas em Deus, para destruir fortalezas, destruindo os conselhos e toda
altivez, que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo
entendimento à obediência de Cristo, e estando prontos para vingar toda a
desobediência, quando for cumprida a vossa obediência.”
Se você está abrigado debaixo
do espinheiro, você não está debaixo do senhorio de Cristo, e deste modo o
pecado constantemente leva vantagem, pois o espinheiro não dá abrigo, proteção
e manutenção. O pecado não traz nenhum
benefício – ele traz consequências. Temos que entender que os níveis de ataque
do inimigo dependem do nível em que nós nos encontramos.
Verdade é irmãos que
precisamos ter uma vida com Deus, abrigados debaixo de Sua proteção.
Se nós nos ativermos a Deus e a Sua Palavra, na dependência constante
do Espírito Santo, receberemos em nosso interior todas as diretrizes para a
nossa vida , e qual o caminho a seguir.As nossas escolhas refletem o nosso
caráter.
Se estamos abrigados debaixo
da oliveira, da figueira e da videira é porque fizemos boa escolha; é sinal que
o trabalho que o Espírito Santo está realizando em nosso caráter no dia a dia,
está dando certo, está frutificando!
Muitos querem fugir de Deus,
abrigando-se debaixo do espinheiro. Vida com Deus não é fuga da realidade.
Temos que ter joelhos dobrados e os olhos erguidos para o céu, esperando no
SENHOR. Ainda estamos debaixo da nuvem, como o povo de Israel em sua caminhada
pelo deserto; mas se a nuvem caminhar, temos que caminhar com ela; se ela
parar, temos que parar com ela. Esta parada deve ser um tempo de reflexão em
nossas vidas. Se a nuvem caminhar, e nós não caminharmos com ela, vamos morrer
no deserto de nossas vidas, vamos estacionar espiritualmente.
Estar abrigados em Deus,
traduz a aliança que temos com Ele – isso nos dá segurança!!
Meia aliança (aliança cortada
ao meio) cai – não há segurança. A Aliança com Deus nos leva ao Calvário, nos
remete ao Autor da Vida – Jesus Cristo.
Jesus é a oliveira, a figueira
e a videira. Jesus afirmou em João 15: 1 a 3 – “Eu sou a videira
verdadeira e meu Pai é o lavrador.Toda
vara em mim, que não dá fruto, a tira, e
limpa aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela
palavra que vos tenho falado.”
Quer dizer, se estamos na
Igreja, temos que dar fruto, mostrar trabalho, tomar posse da vocação em que
fomos chamados, ser aliançados!
Se você é um aliançado com
Deus, com a Igreja, com a autoridade que Deus te constituiu – você é um
vencedor, uma vencedora. Aliança muda uma história. Veja o caso de Rute (leia o
seu livro na Bíblia): Ela era uma moabita. O moabitas eram considerados um povo
maldito, um povo impuro, porque Moabe era filho de Ló com sua própria filha
(Genesis 19:36), e além disso, sempre foram inimigos de Israel. Noemi, uma mulher de Israel, da cidade de
Belem, juntamente com o seu marido Elimeleque
foram peregrinar nos campos de Moabe, juntamente com os seus filhos Malom e
Quiliom, e estes se casaram com as
moabitas Rute e Orfa; mas, durante o
período de 10 anos, morreu o marido de Noemi, assim como os seus filhos e estas
3 mulheres ficaram viúvas. Orfa voltou para o seu povo e nunca mais se ouviu
falar dela, porem Rute se apegou a Noemi e não a abandonou : “Disse, porém,
Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde
quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu
povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; Onde quer que morreres, morrerei
eu, e ali serei sepultada. Livro de Rute
cap.1:16,17.” Assim Rute juntamente com Noemi voltaram para Belém (que
significa Casa do Pão), e mais tarde Rute casou-se com o israelita Boaz,
tiveram um filho chamado Obede. Obede,
teve um filho que se chamava Jessé e Jessé foi o pai do Rei Davi, e de sua
descendência nasceu o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador. A genealogia de
Jesus você vai encontrar em Mateus- capítulo 1.
Irmãos, isso é Aliança. Aliança muda uma história. Quem tem aliança,
garante herança, deixa um legado.
Deus os abençoe! Pr.Miguel